quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Antigas Promessas.

Precisaria de muito tempo para falar do teu imenso carisma e da tua quase nula presença de sensibilidade. Pare de falar dela. Ela não devolverá o que tirou de ti. De vez em quando desconfio que não há nada dentro do teu coração. Fala como se tivesse poder sobre algo. Pois te digo que não controla nem a si próprio.
Nunca amou de verdade e pensa que sofreu. Deduz-se incompreendido. Porém, não sabe interpretar o que tanto lhe peço. A vulnerabilidade nem se aproxima de ti. Sei que sente a solidão se acomodando e se deixando ficar. Sei que tem medo disso. Já não há mais bilhetes lhe esperando. Isso assusta, não é? Acordar e não ter chá é diferente pra você.
Se quisesse realmente não esperaria estabilidade alguma. Se engana se pensa que me iludo. De ti espero muito pouco. Mas me surpreende. Ainda assim, consegue me dar menos que isso.

Se ainda te escrevo isso sabendo que lerá algum dia, é porque ainda espero. Não com a esperança de três anos atrás, mas espero. Espero talvez sem esperanças, mas ninguém disse que não pode ser de novo.



Escrito em Agosto de 2.008.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Cães, garotos e coisa e tal..

Depois de uma reflexão sobre o assunto, cheguei a uma incrível (e previsível) conclusão. Sim, homens são definitivamente feito cachorros. É claro que existem várias raças de cachorros, e seus temperamentos são diferentes, mas no final, são todos iguais.
Vejamos: você pega um cachorro e leva pra sua casa. Dá comida, água, carinho, conforto, e todo o amor que é possível se dar a alguém. Você dá tudo que está ao seu alcance pra ele, tenta ser a dona perfeita. É claro que você grita com ele quando faz xixi no tapete, e diz que o odeia, e o bota de castigo quando ele arruína aquele sapato que você mais amava, mas no fundo, você sabe que não vive sem ele, e que o ama mesmo ele sendo tão desobediente e imbecil às vezes.
Você se esforça pra dá-lo tudo do bom e do melhor, em troca, apenas, do carinho e do amor que ele tem pra te oferecer. Não quer nada mais além disso. Ter alguém que possa ficar feliz quando você chegar em casa, que fique do seu lado no sofá assistindo TV, enquanto ele deita a cabeça nas suas coxas e você o faz cafuné.
Mas um belo dia, quando chega do trabalho, procura por ele, e cadê? Chama o seu nome e ninguém aparece. E você se dá conta que ele se foi. Fugiu à procura de alguma cadela, ou uma tal de liberdade que todo cachorro anseia, mesmo de alguma forma sabendo que é totalmente dependente dos cuidados de alguém.
E você se vê lá, sozinha. E se sente impotente e frustrada por perceber que tudo o que fez foi em vão. Todos os esforços, todo o amor que deu foi por nada. Nada mais faz sentido. Agora, até os xixis no tapete, a bagunça que ele fazia, e o estresse que ele causava fazem falta. Aquele sofá ainda tem o lugar dele, e isso lhe faz chorar. A saudade aperta, mas o orgulho é maior, e você tenta se auto-convencer de que cachorros nós encontramos em cada esquina. Que qualquer um vai conseguir ocupar o espaço dele no sofá, e que o cheiro e suas lambidas que te deixavam encharcada e que você detestava podem ser facilmente substituídas, mas depois acaba percebendo que “antes só do que mal acompanhada” e prefere optar por ficar só, pois sabe que ninguém vai preencher o vazio que aquele cachorro babão e pulguento deixou.
E de uma hora pra outra ele aparece na sua casa, como se nada tivesse acontecido, olha pra você com uma cara de, literalmente, cachorro sem dono, e você o aceita de volta, como se ele fosse o melhor cão do mundo, e só tivesse lhe trazido alegria.
Dá tudo do bom e do melhor novamente, e volta a tratá-lo como aquele que sempre estará do seu lado, não importa o que aconteça, e que sempre poderá confiar nele.
É, a vida é assim: Nossos bichinhos nos deixam doidas, nos fazem arrancar os cabelos, ter ataques de histeria e crises de loucura, mas o dia que eles forem embora, sentiremos falta e todos os seus defeitos seriam vistos como a maior das perfeições. Fazer o quê, né? Ruim com eles, pior sem eles...