sexta-feira, 24 de julho de 2009

Minha alma me perdoaria se eu esquecesse dos sorrisos teus?

Não foi por falta de sentimento que as lembranças se foram. Deus sabe que pode me faltar muita coisa, mas o meu sentimento nunca.
Mas o quê tu querias que eu fizesse com todas aquelas boas lembranças? Era difícil tê-las e não poder sentí-las de novo. Era muito dolorido. Só o que eu pude fazer foi soterrá-las com todo o sofrimento que tu me deste antes de ir. E tu sabes o quanto as lembranças boas são mais densas, não sabes? São bem mais importantes... Por isso elas mergulharam. E seja lá onde estejam - embrulhadas, guardadas, dobradas ou não -, não sei se um dia voltarão. Não sei se fiz bem em deixá-las assim.. esquecidas. Nem sei onde exatamente estão. Se soubesse, as buscaria de novo e logo perceberia que continuam trazendo dor. E teria que tornar a soterrá-las.
Achas que eu sou errada? Deveria eu cuidar delas e fazê-las crescer caso tu voltes?
Perdão se sou tão fraca ou tão forte. Já nem sei em quê tu me transformou.

domingo, 19 de julho de 2009

Quando você ler isso, eu estarei longe.

Eu estou aqui, sentada na cama desse motel imundo te escrevendo isso. Me arrependo porque não é você quem está no chuveiro, amor. Sei quão difícil vai ser para o perdão vir, por isso estou indo.
A TV está ligada, as bombas explodem desse lado do mundo. Se o meu carro pudesse falar, ele citaria todas as minhas frases ditas em vão com a esperança de destino da sua mente.
Você também não pode ser injusto e dizer que nada te deixei. Sempre há algo. Tenho certeza de que você acredita em todas as músicas. Elas são verdadeiras e você sabe.
Enfiarei uma faca em meus pensamentos e passarei por todo esse sacrifício.

E é isso, amor.
É o melhor.

Não é o que preferimos e eu te ensinei isso.
É o que ainda há para ser.